Um dos mais polêmicos temas ligados às empresas químicas e
petroquímicas diz respeito à contaminação do solo. Recentemente, a
Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São
Paulo) divulgou uma lista atualizada das áreas contaminadas por produtos
químicos no Estado de São Paulo, e algumas fazem parte do Pólo
Petroquímico do Grande ABC. Vale ressaltar que todas as empresas, sem
exceção, dispendem somas expressivas em estudos, tecnologias e ações que
objetivam regularizar situações de contaminação que aconteceram muitos
anos atrás. Estas ações fazem parte da evolução do conhecimento
científico, das tendências e preocupações da sociedade, e da
responsabilidade das empresas. Atualmente, os resíduos perigosos são
tratados com cuidados especiais, desde a sua geração até sua destruição,
reaproveitamento ou tratamento. Os sistemas de gestão ambiental das
empresas trabalham na prevenção de futuras contaminações do solo, pois
elas reconhecem os riscos associados aos resíduos tanto para o meio
ambiente e saúde, bem como para a perenidade das suas atividades
industriais.
Com base na experiência acumulada das empresas, órgãos governamentais, institutos e universidades, as novas atividades industriais ou ampliações das existentes serão implantadas utilizando novos conceitos de gestão ambiental, seja através de novas tecnologias e equipamentos de controle ambiental ou no treinamento e formação de profissionais.
Os novos conceitos estão baseados nos princípios da prevenção da poluição e minimização de riscos, além da continuidade daquelas ações voltadas ao controle e remediações dos passivos ambientais.