A população deve ficar se perguntando o que as empresas químicas e
petroquímicas fazem com os resíduos industriais que sobram de seus
processos de produção, já que alguns destes resíduos podem comprometer o
meio ambiente e a saúde da população. Em todas as empresas, há rigoroso
controle deste material e o ponto inicial do trabalho é o mapeamento dos
resíduos gerados na unidade, com a identificação da composição, dos
pontos de geração, das quantidades geradas e dos aspectos físicos. Uma
vez mapeado, o resíduo é caracterizado conforme a norma brasileira NBR
10004, que trata especificamente do assunto. Com estes dados, as
empresas identificam a forma de destinação adequada, considerando os
aspectos legais, ambientais e sociais. Em função da classificação e da
forma de destinação, os resíduos são acondicionados e armazenados,
conforme legislação vigente. Hoje, nas empresas do Pólo, todos os
resíduos, desde um simples papel de escritório até um resíduo de
fabricação, devem ser catalogados, identificados e caracterizados pelo
potencial de poluição antes de serem enviados para disposição em algum
local. Esse local deve ser seguro e obrigatoriamente licenciado para
receber o resíduo.
Existem três formas de disposição dos resíduos. O Co-processamento consiste na queima dos resíduos em fornos de produção de cimento, substituindo parte do combustível para fins de reaproveitamento de energia. Nem todos os resíduos são passíveis de co-processamento, como é o caso dos oriundos de serviços de saúde, os que contêm metais pesados, entre outros, que têm legislação específica. Já o processo de Incineração consiste na queima de resíduos em incineradores construídos para esta função, e o Aterro é a forma de disposição controlada de resíduos no solo. Para receber estes resíduos, o aterro escolhido deve seguir rígidos controles, como ser construído com base em critérios de engenharia, de modo a evitar a contaminação ambiental e ser licenciado e avaliado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo). Para a efetividade do sistema, são realizadas auditorias periódicas das empresas prestadoras de serviço e monitoramento contínuo das fontes geradoras internas. Este monitoramento é utilizado para a elaboração de planos de redução de geração de resíduos. Como uma má gestão dos resíduos pode trazer problemas legais e danos ambientais, tais como a contaminação do solo, de lençóis freáticos e de corpos d'água, as empresas investem milhões de dólares anualmente para minimizar a geração de resíduos e, conseqüentemente, diminuir o impacto ambiental.